
8.5
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Logo depois da experiência no Pasta Shihoma, fomos caminhando até o Barouche, na Vila Madalena. O bar tem uma proposta de coquetelaria autoral, com um ambiente que mistura café, livraria e bar. Destaque para a área externa. Ao contrário do agito do restaurante anterior, ali o clima era mais tranquilo, com iluminação baixa e uma playlist suave. Perfeito para fechar a noite. Começamos com os dois drinks mais famosos da casa: Açaí 43 — delicado, mas estruturado. O sabor do açaí aparece limpo, sem textura ou gosto terroso. É um drink que surpreende e, sem dúvida, um dos melhores que já tomei. Guaraná, Gelo e Laranja 45 — um “guaraná de adulto”, como prometido. No começo lembra o clássico refrigerante, mas logo o vermute entra para cortar qualquer doçura excessiva. Complexo, refrescante e fácil de beber. Daria tranquilamente para passar uma noite só com ele. Depois, fomos para mais dois drinks: Torino-Nonino — azedinho, herbáceo, com um toque amargo. Exatamente como descrito, parece mesmo reunir a Itália em um copo. Make Coentro Great Again — tequila, framboesa e coentro. Foi o que menos me agradou. Já esperava um coentro intenso, mas a combinação com a framboesa deixou o final um pouco enjoativo. No geral, uma baita experiência. O Barouche é uma ótima pedida para quem quer fugir do óbvio em São Paulo e curtir drinks autorais em um ambiente mais calmo. Ideal para um date ou uma noite mais tranquila.